Entre as maiores usinas do Sul do país, investimento em Cruz Alta terá capacidade para processar três mil toneladas de soja por dia.
A instalação de uma das maiores plantas de biodiesel do Sul do Brasil, resultado da união de três das principais cooperativas gaúchas, conquistou avanços importantes para que as obras possam iniciar ainda neste ano. Nesta terça-feira (dia 10/3), em ato com a presença do governador Eduardo Leite, o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) celebrou a aprovação de uma linha de crédito no valor de R$ 300 milhões para o projeto liderado pela Soli3. O complexo industrial a ser instalado no município de Cruz Alta prevê investimento total de R$ 1,25 bilhão.
Lançando em maio de 2025, a usina é resultado de uma intercooperação das cooperativas Cotrijal (Não-Me-Toque), Cotrisal (Sarandi) e Cotripal (Panambi). Para o governador, o investimento representa um passo importante para fortalecer a cadeia produtiva do agronegócio e impulsionar a transição energética no Rio Grande do Sul. “Este é um investimento estratégico que agrega valor à produção gaúcha, gera empregos e fortalece a cadeia de biocombustíveis. Projetos como este mostram a capacidade de cooperação do nosso agro e o potencial do Rio Grande do Sul para liderar iniciativas de inovação e sustentabilidade”, destacou Leite.
No mesmo ato, Leite e o vice-governador Gabriel Souza, anunciaram uma série de outros investimentos, incluindo convênios para obras de ligação asfáltica com os municípios de Marcelino Ramos, Jacutinga e Quatro Irmãos. A atividade contou com as presenças, também, do presidente da Cotrijal, Nei Mânica, e do secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Leandro Evaldt.
Investimento estratégico
A unidade terá capacidade de processar até três mil toneladas de soja por dia, com foco na sustentabilidade. Além de atender a demanda interna, a planta poderá também exportar de sua produção. “Estamos diante de um projeto estratégico. A produção de biocombustíveis representa um divisor de águas para o desenvolvimento do nosso estado, pois incorpora uma modernização para a cadeia do agronegócio gaúcho”, destacou o diretor de operações do BRDE, Ranolfo Vieira Júnior. Conforme o diretor, o banco tem compromisso em apoiar projetos com efetiva contribuição aos desafios da transição energética.
O biodiesel está com uma demanda em crescimento no país, muito em razão do aumento para 15% da adição ao diesel fóssil desde agosto do ano passado. Mas além do biocombustível, a nova planta industrial da Soli3 produzirá uma série de outros itens para atender diferentes necessidades, como a fabricação de farelo de soja, glicerina e casca peletizada.
Impactos
Uma vez em operação, algo que está previsto já para 2028, a unidade da Soli3 prevê um faturamento na ordem de R$ 2,2 bilhões por ano. Apenas na etapa de obras, a previsão é de geral mil novos empregos, e outros 150 diretos e 500 diretos quando entrar em funcionamento. Serão 62 mil metros quadrados de área construída.
VOLTAR