O BRDE contratou R$ 1,304 bilhão entre janeiro e março de 2026 nos três estados do Sul, um avanço real de 62% em relação ao mesmo período do ano passado. O resultado representa uma largada forte para o banco no ano em que a instituição completa 65 anos. No trimestre, os financiamentos contemplaram 7.942 clientes.
Na comparação com o primeiro trimestre de 2025, os três estados ampliaram suas contratações. Até março, o Paraná somou R$ 390 milhões em contratações, Santa Catarina alcançou R$ 529 milhões e o Rio Grande do Sul, R$ 329 milhões. Outros R$ 57 milhões foram para projetos no Mato Grosso do Sul, onde o BRDE também atua por meio da agência paranaense.
O avanço deu-se entre perfis de clientes e áreas da economia. Por porte, destaca-se o crescimento das operações de crédito com médias empresas, de R$ 71 milhões para R$ 193 milhões; microempresas, de R$ 21 milhões para R$ 46 milhões; e produtores rurais, de R$ 280 milhões para R$ 615 milhões. O número de clientes aumentou em todas as faixas, com destaque para o salto entre produtores rurais, de 2.279 para 7.144.
Para o diretor-presidente do BRDE, Renê Garcia Junior, a diversificação é relevante uma vez que amplia a flexibilidade operacional do banco e melhora sua capacidade de atender perfis distintos de investimento. “Os resultados do primeiro trimestre mostram um BRDE mais capilar, mais diversificado e mais preparado para responder às diferentes demandas de investimento da região Sul”, afirma.
Pelo recorte setorial, todos os grandes segmentos também cresceram. As contratações na agropecuária saltaram de R$ 281 milhões para R$ 635 milhões; em comércio e serviços, de R$ 192 milhões para R$ 322 milhões; na indústria, de R$ 219 milhões para R$ 225 milhões; e em infraestrutura, de R$ 114 milhões para R$ 124 milhões. O quadro reforça um movimento de expansão mais espalhado, sem concentração em apenas um nicho da carteira.
Na avaliação do diretor de Planejamento do BRDE, Leonardo Busatto, o desempenho positivo na arrancada do ano reflete o papel estratégico do banco no apoio aos diferentes setores produtivos. “Mesmo diante de um contexto de muitos desafios para a nossa economia, inclusive com fatores externos, percebe-se uma demanda importante por novos investimentos, em especial na cadeia do agro que é base do desenvolvimento de toda a região. Se tivermos um ciclo de efetiva redução na taxa Selic, com certeza o BRDE irá ampliar ainda mais a sua presença”, destaca Busatto.
Os números do trimestre foram puxados principalmente pelos macroprogramas Meu Agro é BRDE, com R$ 621,5 milhões, Meu Negócio é BRDE, com R$ 412,2 milhões, e Mais Inovação é BRDE, com R$ 139 milhões.
Em relação às fontes de financiamento, o Relatório de Desempenho Operacional reflete uma base mais diversificada de recursos. O Sistema BNDES segue como a principal fonte de contratações, seguida dos recursos próprios do BRDE ou captados no mercado de renda fixa, Finep, AFD, FCO, Fungetur, BID entre outros.
O superintendente de Planejamento do BRDE, André Andersson Chemale, afirma que o trimestre destacou a forma como o crédito vem se distribuindo. “Neste trimestre o BRDE tem conseguido apoiar em maior volume de recursos os pequenos empreendedores, tanto rurais quanto urbanos, com alinhamento ao planejamento estratégico de longo prazo”, diz.
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