“A transformação das nossas cidades em espaços inovadores não pode se resumir a uma vitrine de tecnologia. É preciso integração das mais diferentes áreas para qualificar os serviços públicos.” A manifestação é do diretor de Operações do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), Ranolfo Vieira Júnior, durante painel realizado no South Summit Brazi, nesta quinta-feira (dia 26/3), que abordou o conceito de smart cities e o uso de novas ferramentas para melhoria a vida das pessoas.
Durante o debate, Ranolfo salientou que a inovação é cada vez mais imprescindível para o futuro das cidades. “Os modelos de parceria-público privadas que o banco vem trabalhando para o sistema de iluminação pública nos municípios já traz uma série de avanços, como videomonitoramento, sistemas de alerta e serviço de wi fi para a população”, exemplificou. Além de iniciativas planejadas para áreas como segurança pública e infraestrutura urbana, Ranolfo destacou também para a urgência em ter ferramentas para tornar os espaços urbanos mais resilientes e sustentáveis.

Executivo em Cidades Inteligentes do Banco de Desenvolvimento da América Latina e Caribe (CAF), Marcelo Facchina também reforçou a ideia de que as cidades não podem ficar “apenas na digitalização de problemas antigos”. “Existem novos desafios a serem superados, como a questão do clima, mas se faz muito pouco para prover soluções aos problemas”, lamentou. Facchina mencionou trabalho do CAF e BRDE no sentido estabelecer um mapa da capacidade digital das cidades na região Sul do Brasil, acrescentando que o papel dos bancos de desenvolvimento é de oferecer aos municípios, além do recurso financeiro, a possibilidade de um diagnóstico e a estruturação de projetos.
Com a coordenação da secretária municipal de Desenvolvimento e Inovação de Novo Hamburgo, Daiana Monzon, o painel contou ainda com a participação de Willian Marcos, CEO da GovTools, startup que trabalha na transformação da gestão pública com auxílio da Inteligência Artificial (IA). Mesmo com os recursos tecnológicos mais avançados, ele ressalta a importância de estabelecer uma conexão com as diferentes realidades de cada cidade: “a comunidade precisa ser sentir pertencente”, resumiu.
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