O Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) movimentou R$ 4,57 milhões em operações do Pronampe Leite BRDE/SC nesta quarta-feira (04), primeiro dia de vigência do Programa. A iniciativa, realizada em parceria com o Governo de Santa Catarina, tem como objetivo ampliar o acesso ao crédito e fortalecer a atividade dos produtores de leite no Estado.
Ao todo, foram aprovadas 182 operações de crédito, distribuídas em 35 municípios catarinenses. “O foco está no atendimento de pequenos e médios produtores de leite, numa iniciativa que irá disponibilizar R$240 milhões para apoiar produtores de leite afetados pela recente queda nos preços do setor”, destaca o diretor financeiro do BRDE, João Paulo Kleinübing.
O Pronampe Leite BRDE/SC é operado pelo Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) e formulado em parceria com a Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária (Sape). “Esse programa foi construído de forma conjunta, com o BRDE e com as equipes técnicas do governo, para entregar uma solução que atenda a realidade do produtor, com crédito, prazos acessíveis e juros reduzidos”, ressaltou o secretário de Estado da Agricultura e Pecuária, Admir Dalla Cort.
Acesso e prazo
O Pronampe Leite BRDE/SC pode ser acessado por produtores de leite com rebanho registrado na Cidasc e que comercializaram leite em 2025. O valor do financiamento é calculado com base no número de animais, com limite de R$1.000 por matriz, e teto máximo de R$50 mil por produtor.
O programa oferece prazo total de 24 meses, sendo 12 meses de carência e 12 meses para pagamento. As condições incluem juros zero para produtores com até 30 matrizes e 6% ao ano para produtores com mais de 30 matrizes, desde que os pagamentos sejam mantidos em dia.
De acordo com o governador de Santa Catarina, Jorginho Mello, a linha de crédito tem oferta de capital de giro para a manutenção da atividade e da renda no campo, sendo o leite uma atividade essencial para o Estado, responsável pela renda de milhares de famílias. “Nosso governo foi sensível a essa demanda do setor leiteiro, que precisava de uma linha específica para manter a atividade em funcionamento, dando suporte ao produtor, garantir a continuidade da produção e fortalecer toda a cadeia produtiva”, afirmou.
Para acessar o programa, o produtor deve apresentar relatório do SIGEN + Cidasc, emitido há no máximo 30 dias, que comprove o número de vacas leiteiras e de bovinos fêmeas com 25 meses ou mais, além da nota fiscal de venda de leite em 2025. Em caso de propriedade coletiva, é exigida uma declaração para informar que haverá apenas uma operação pelo programa.
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